quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Este post seria...


Boa tarde, meus queridos não-leitores...
Este post seria apenas um post de ressalte de final de ano, mas aí eu resolvi ligar a televisão e estava passando os melhores momento do ano no futebol. Vocês sabem qual é o meu maior vício, não sabem?
Lembrei-me também que a exatamente 1 ano e 1 dia eu vim aqui ressaltar que a abstinência futebolística estava me matando. Sejamos sinceros, eu não estou muito diferente de quando postei ano passado: o vontade de ver a redondinha rolando pelo tapete verde tem realmente me tirado de sério. Malditas férias dos jogadores!
Mas, enfim, vai dar tudo certo. Dia 13 de janeiro o maior clube do mundo, vulgo Ceará Sporting Club voltará a jogar. Ceará e Limoeiro pelo Cearense 2011 no Castelo, onde eu, infelizmente, não poderei estar.
Enfim, devo contar-lhes as últimas. A razão pela qual não poderei ir ao Gigante da Boa Vista no dia 13 de janeiro é que eu estarei em um ônibus com rumo ao Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa. Coisa linda de deus. Irei ao Coneb - Conselho Nacional de Entidades de Base. Brinca. Depois ele será imendado com a Bienal da UNE, ou seja, cachaça e muita!
Quando voltar do Rio devo ficar aqui na capital por uma semana e depois sigo meu rumo pra Alagoas. Vou viajar meus 970 quilômetros de sertão pra poder cheirar o cangote do meu passarim que mora longe longe longe de mim. É judiação você nascer tão linda e tão longe, coração. Mas vai dar tudo certo. Sempre dá, né Naninha? Hehehehe.
Enfim, devo contar-lhes de mais uma viagem. Essa mais próxima tanto em distância quanto em tempo. Será daqui a quase-que-exatas 5 horas. Vô enfrentar 6 horas de viagem pra fazer meu rumo pra Jericoacoara, que é uma das praias mais lindas que existem nesse mundo. Minto. É a praia mais linda que existe nesse mundo. Não dá pra competir com aquilo.
Enfim, vim fazer esse post porque tô com uma ressaca que tá me rachando o crânio. Ainda devo tomar alguns cuidados para a viagem de hoje, mas imagino que eu continue vendo os gols mais bonitos do ano na televisão. Ah, futebol. Ah, futebol. Dizem que é só pão e circo, mas devo admitir que minha vida seria um bocado mais monótona sem você.

Enfim, meus caros, vou abrir uma cerveja aqui e assistir esses gols maravilhosos pra depois ir arrumar minhas coisas e pegar a barraca a qual eu devo dormir pelos próximos dias.

Um abraço a todos...
Por trás, claro.


- Muita chuva no Estádio Monumental de Birigüi Football City, jogo está bastante pegado, a marcação está muito fechada, mas o time das coelhinhas continua pressionando o visitante. Para o time da casa só interessa a vitória. Jogada sensacional! Tocou pra corrida na lateral direita, driblou uma, duas, três, tá fazendo fila!!!
- Essa lateral direita é um sucesso, joga demais!
- Vai chegando na linha de fundo e toca pra camisa 7, a mais querida de todas, vai, minha linda, vai. Marcação acirrada em cima dela, ela ginga, vai prum lado, vai pro outro, passou a bola entre as duas marcadoras, CAIIIIIIIIIIIIIIIIU E O JUIZ MARCA PENALTI!!! CAIU NA GRANDE ÁREA É PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENALTIIIIIIIIIIIII!!!
- Com certeza, penalti indiscutível, a jogadora do time visitante obstruiu a passagem da craque do time das coelhinhas.
- A camisa 7 comemora com a lateral a marcação do penalti. HAJA CORAÇÃO!
- Gostosa, muito gostosa essa brisa de Birigüi...

Ps1: Pra quem não entende meu vício
http://eternaressaca.blogspot.com/2009/12/cada-dia-mais-dificil.html

Ps2: Meus sinceros desejos de um ano novo fantástico com muitas paixões e álcool. Usufruamos dos prazeres da carne, das fraquezas da mente, sucumbamos aos desejos, às vontades e aos vícios. Vivamos intensamente cada momento desse ano que virá. Essa é minha proposta, esses são meus votos de felicidade a todos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Embriaguez e monotonia...

Podem elevar qualquer homem a um plano superior...

Ou não...
Atenção: Post Monótono.

Boa noite, meus caros não-leitores. Eu estou bastante embriagado e, por tal, devo deixar-lhes claro que se eu escrever algo que não faz sentido a culpa não é minha.

Essa é uma ótima noite de segunda-feira. Embriguei-me pesadamente lendo um grande clássico da literatura brasileira: Hilda Furacão! Que livro sensacional! Mas, enfim, não devo enlogar-me muito nisso, o livro.
Hoje eu saí umas 10:00 da noite em um único intúito: beber. Encontrei amigos que não via a tempos. Conversei bastante com eles e essas coisa caótica. Na volta pra casa voltei pro chat com dois queridíssimos amigos. Detalhe: entrar no msn bêbado é uma benção!
Enfim, estava e tive a brilhante idéia de postar cá. Mas qual o tema? Valentina disse-me: monotonia, vazio...

Bem, fazê-lo-ei em homenagem a minha querida amiga.
Confesso que a priori fiquei um pouco nervoso. Um post sobre o tédio me parecia impossível, mas depois lembrei de uns momentos que tive hoje e me inspirei. A minha tarde hoje foi uma daquelas tardes super bacanas na hora, mas totalmente inúteis 1 segundo depois, vocês entendem? Como passar a tarde dormindo ou vendo coisas realmente inúteis na internet. Hoje eu passei o dia jogando video-game. No começo foi bastante divertido, mas eu cheguei num ponto que não me divertia mais. Não era mais legal continuar jogando, mas eu continuava. Não sei o porquê, mas eu queria parar e ao mesmo tempo não podia parar. Que tarde inútil na minha vida. Muito chata. Eu resolvi tomar um rumo na minha vida, tomei um banho e fui beber. Impressionante como tudo melhorou...
E agora estou aqui, bêbado no pc digitando monotonias pra vocês e ouvindo música pseudo-homo-depressivas...
Veja minha vida, como está...

Mas voltando...
O que é o tédio? a monotonia? Já fiz uma proposta aqui: o tédio é não fazer nada quando não se tem nada pra fazer. Reforço mais uma vez minha teoria.
Fazer porranenhuma só é legal quando se tem uma penca de coisa pra fazer, se não é chato, é monótono, é sem graça...

Enfim...

Um abraço a todos.
Muito monótono, mas por trás ainda.


Ps : Pra você, minha querida.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Diário de um Cafajeste Inspirado...

 
Boa tarde, meus queridos não-leitores.
Hoje acordei com espírito de pulha. De porco mesmo, sabe? Inspirado pra sair por aí dizendo mentiras pra qualquer menina que possa (e queira!) acreditar, tudo isso regado a cerveja, cana e absinto, de forma que o resultado seja uma adorável noite de sexo sem compromisso. Hoje eu oficialmente acordei com um encosto de prostituta, daquelas rapariga de soldado mesmo que dá e não cobra nada, só pelo esporte de dizer pras amigas que catou um zé roela qualquer do exército. Hoje acordei inspirado.

Digo isso nem pelo sexo não, não pelos finalmentes, que são sempre bons, mas pelo esporte mesmo. Encontrar a presa, seduzir e, o que na minha opinião é o melhor de tudo, mentir. Mentir não, flertar. Ser um cafajeste é difícil! Às vezes eu penso se é realmente necessária tanta mentira e chego a uma conclusão: com certeza não, mas a parte da mentira me satisfaz tanto quanto o coito em si. Inventar personalidades pode ascender o homem a outros planos.

"Sou potiguar e estudo teatro aqui na Federal. Moro aqui tem 5 anos, mas ainda não perdi o sotaque."

"Poisé, eu sou formado em comunicação e agora sou estudante de artes plásticas, sabe? Me interesso muito por arte."

"Ah, deve ser daí que eu te conheço! Eu sempre ia pros encontros dos ex-alunos do FB, a galera que terminou o 3º ano em 2006. Certeza é de lá!"

"Meu nome é Bode, sou nascido lá de Pacoti, e você?"

Vocês tão vendo como a última é sem graça?

Hoje eu acordei pensando única e exclusivamente em ser um filhodaputa fazendo filhadaputice pelo mundo. E ainda acordei ouvindo Velhas Virgens, me digam, meus queridos, o que poderia ser diferente? Acordar ouvindo um bom blues nacional é magnificamente estupendo.

"Você é dessas meninas deslumbrantes que só namora com homens perfeitos, corpo de atleta, cara de modelo e na hora da febre nada feito.
Aí caiu nas mãos desse cervejeiro, olhar mateiro e barriguinha pró e eu te fiz gozar e ver a vida, te fiz gemer até não ter mais dó."

Isso sim é que é poesia.

"Põe tudo, põe tudo, você gemia e pedia bis.
Põe tudo, põe tudo, na horizontal é que eu te fiz feliz"

Isso sim é uma vida dígna, meus caros, isso sim. Essa música é uma verdadeira declaração de amor.
Ou ainda:

"Já dizia o Raul: vai e faz o que queres. Pra beber eu prefiro cerveja e pra comer eu prefiro as mulheres!"

Fantástico!

Hoje eu acordei inspirado.
Hoje, sim, eu acordei.

Um gracejo.
Vulgar, é claro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Rápido, garçom...

Me traga o seu melhor uísque que esse seu amigo aqui só tem algumas horas.
Adaptado do Matanza.

"Hoje fui a uma festa muito boa. Devo contar-lhes, meus queridos, mas está muito complicado agora. Álcool invade-me todos os espaços das entranhas..."

Rascunho de uma embriaguez desordenada.
Bom dia, meus caros. Como vão vocês? Ontem eu fui a uma festa fantástica: a festa da CDL, sensacional! Fantástica! Me apaixonei bastante por lá. Como sempre, um defeito primordial na festa. Nada de cerveja, só vinho e uísque. Como eu sou um guerreiro, passei a festa toda bebendo uísque no bom e velho vaqueiro, se é que você me entende. Sem gelo, sem água, sem nada. Puro. Uísque apenas. Lá pras tantas comecei a misturar com licor quando descobri que tinha licor por lá. É, eu fiquei completamente embriagado, já dá pra perceber. Cheguei em casa e tentei postar, mas não consegui, tava muito bêbado.
Complicado, não, meus querido?

Estou com uma ressaca de rachar o crânio nesse exato momento.
Meus queridos. Vou-me por hora. Preciso me deitar mais um pouco pra ver se essa rave na minha cabeça acaba.
Mentira, eu vou tomar uma cerveja e assistir o jogo.

Um abraço a todos.
Por trás, é claro.

domingo, 21 de novembro de 2010

Quero minhas 6 horas de volta...

 
Que se dane!!

Boa noite, meus caros não-leitores.
Como foi o fim de semana de vocês? Só alegria? O meu foi muito ótimo, na medida do possível.
Bem, a minha semana foi bem divertida. Quarta-feira eu fui ao Centro Acadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará, vulgo CACAU - UFC e fiquei muito doido lá. Encontrei amigos que não via havia tempos e como sempre bebemos, fumamos, frescamos e eu ainda me apaixonei. Foi uma noite meio tensa, apaixonei-me por uma moça que não me lembro o rosto, mas lembro o nome: Yasmim. Gente boa, ela. Fiquei devendo 4,50 pro Bujinha (calma, má, eu pago essa semana ainda) e fiquei completamente embriagado. Deixe-me começar a história do começo.
Quarta-feira, dia de jogo do Brasil, dia de alcoolismo sem vergonha. Assisti o jogo no Caicó, fiquei bêbado e resolvi ir lá no cacau ver qual era. Cheguei lá, tava mó galera. OK, o plano é ficar muito doido. Dito e feito. Até aí, tudo bem, mas eis o grande problema: eu saí de lá do cacau às 10 da noite e cheguei em casa às 4 da madrugada. Detalhe básico: não tenho a menor idéia do que ocorreu durante essas 6 horas, então se você que está lendo isso sabe o que aconteceu, favor, deixar um comentário esclarecendo-me a aventura. Grato.

Hoje foi um dia bom. Hoje foi um dia ótimo principalmente porque eu tinha um mói de coisa pra fazer e eu não fiz porra nenhuma. Perdoem-me, eu fiz exatamente o oposto, eu fiz porranenhuma. Passei o dia inteiro porranenhumando em casa. Eu até entrei numa reflexão muito válida: só é legal fazer porranenhuma quando se tem uma porrada de coisas pra fazer! Se não se tem nada pra fazer e não se faz nada é tedioso, sem graça, chato. Agora você tá no fim do semestre e cheio de coisa pra fazer e simplesmente fica bêbado, é bom demais!

Enfim, meus caros. Devo-me ir por hora. Ainda preciso trabalhar na embriaguez por 1 hora antes de começar a resolver minhas responsabilidades. Vocês me entendem, não?

Um abraço a todos.
Por trás, claro.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Troco abstinência...


Por uma boa garrafa de absinto!

Boa noite, meus caros leitores imaginários, como estão vocês? Só felicidade?

Venho contar-lhes como foi o meu feriadão. Ou pelo menos o que lembro dele.

Bem, eu fui pra Guaramiranga e...
e...
é, e depois eu voltei pra casa sem muitas lembranças...
Foi um feriado e tanto, muita cachaça, muita cerveja e, o melhor de tudo, muito absinto.
Peguei-me na tarde do sábado jogando baralho e tomando absinto flambado e, não mais do que de repente, PÁ! Estou completamente embriagado. Ó, meus caros, preciso dizer-lhes, que fada abençoada é aquela verdinha.
Encontrei muita gente que não via a tempos, conheci muita gente bacana e, dentre elas, um novo amor. Uma moça que é tão boa, mas tão boa, que é duas. Isso mesmo, ela tem uma irmã gêmea. Conversamos bastante no decorrer da festa, mas eu tenho a impressão que nunca mais irei vê-la. Poisé, a única coisa que me resta por hora é a fada que me lembra tanto os beijos sonhados da minha amada.

Enfim, vou parar de vadiagem por hora, tava tomando uma cerveja inocente aqui em casa e não tenho tempo a perder. A embriaguez deve ser o rumo dessa noite maravilhosa de terça-feira.

Um abraço a todos.
Por trás, claro.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Hoje acordei meio Henry Chinaski...

  

Sem inspiração pra fazer nada além de beber...

Boa noite, meus caros não-leitores, vocês vão bem?
Bem, estou a um mês sem postar, não que vocês se importem com isso, mas eu ando meio sem tempo ultimamente...

Complicado, mas, no geral, foi um bom mês...
Apaixonei-me ontem perdidamente por uma garota que é muito lindinha. Não existe outra palavra para melhor descrevê-la: Lindinha. Ontem foi uma noite excelente. Apresentação do Groovytown, mais um amor pra minha vida e algumas outras coisas...
Quanto a lindinha, não podia ser mais dentro do costume. Ela é noiva de um cara que está a um oceano de distância, longe longe, nas Europa da vida. Entendo-a, tenho um amor que tá longe longe também, mas a única coisa que me separa dela são 967 kilômetros de sertão.

Enfim, como já foi dito antes, hoje eu estou sem inspiração para fazer alguma coisa que não seja beber. Devo parar de encher a vossa paciência com tanta babaquice e começar a encher a minha cara.

Um abraço a todos...
Por trás, claro.

sábado, 2 de outubro de 2010

É dela, má...



Ah! esse homem. Que me toca os seios,
Como um beija-flor toca, no jardim, as flores,
Arrepiá-me despertando antigos devaneios,
De mãos no meu corpo em longos passeios.



Ah! esse homem. Que me cobre de beijos,
Que deixa marcas denteadas nos meus braços,
Expõe minha anatomia nua sem segredos,
Como se fosse um quadro de célebre pintor,



E a mira com olhos de sol coruscante,
Incendeia a tela com seu fogo sagrado,
Remexe a lava, no fundo, adormecida,
Do vulcão dos meus profundos desejos,



Fazendo explodir em mim a mulher plena,
A amante ardente de gestos delicados,
Que pouco se importa com os espinhos,
Para ser a dona dos seus carinhos.

Ah! Esse homem.

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Não é minha.
Não é sua.
É dela...


Abraços.
Por trás, claro.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Apenas o Frio...

Hoje eu saí a sua procura. Hoje eu saí inteiramente determinada a te encontrar. Hoje exclusivamente eu não queria saber do mundo, queria apenas te encontrar perdido em algum bar da cidade. Comecei pelos que ficavam perto da sua casa, a praça, o parque, tudo sem sucesso.
Logo fui parar naquela bendita rua, passando de bar em bar gritando pelo seu nome feito uma louca.
Compro um cerveja e continuo andando e conversando comigo mesma sobre como seria fantástico o momento que eu te encontrasse, depois começava a dizer pra mim mesma o que diria a ti quando acertasse o bar que você estava. Tudo isso sem perceber que eu não ia te encontrar, tudo isso com a mesma inocência que uma criança brinca com um balde numa praia. Nessa noite foi só o frio. O frio e a cerveja. Logo encontrei o grupo de sempre naquela bendita esquina.

"Ei, me dá um trago."
"Eita, Andressa, tudo bem com você?"

Não respondi. Apenas puxei aquele pó branco pras narinas, peguei aquele cigarro e partí. Partí como cheguei. Sem um olhar, sem uma expressão, sem nada. Volto a andar sem rumo pela rua e aí percebi que comecei a te ver em todos os lugares, em todas as mesas, em todos os rostos, em todos os nomes, em tudo. Nesse momento me bateu um desespero, como se meu peito tivesse pequeno demais pro meu coração. Não chorei. Não podia, pelo menos não ainda. Já estava me sentindo cansada de andar a toa naquele lugar sem a menor perspectiva, parando de bar em bar pra comprar uma cerveja que era devorada em cinco segundos. Mais uma vez me veio o frio. O frio e a solidão. Seguiam-me como a minha sombra. Estavam sempre ao meu lado para me fazer compania. Não podia mais esperar, precisava do teu abraço, ouvir tua voz, sentir teu calor me aquecendo, mas tudo o que eu tinha era um par de alucinógenos e o dinheiro pra mais algumas cervejas.

Sempre sem rumo, não só hoje. No dia em que você me deixou pareceu que eu não tinha mais pra onde ir. Parecia que não tinha um porquê pra continuar andando. "Tudo isso pra que?" eu me perguntava e ainda caminho sem resposta. Onde você está? Fico aqui, quase sozinha. Tenho o frio perto de mim, o frio e o escuro do beco.


Logo me veio a raiva. Raiva não de ti, mas muita raiva de não te ter perto de mim. Arremessei uma garrafa de cerveja pra rua do beco e ainda pude escutar alguém.


"Que é isso? Que menina louca!"


Louca. Isso me faz parecer não normal. Até cheguei a rir um pouco disso. Foi a coisa mais eufêmica que já ouvi.
Continuei sozinha na escuridão daquele beco. Chorei. Não tive outra coisa pra fazer. Simplesmente chorei. Apenas o frio estava lá para me limpar as lágrimas.


Apenas o frio.




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Agradecimentos especiais a uma amiga minha acolá...
Um cheiro no cangote, meu amor...


E um abraço também...
Por trás, claro.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hoje acordei meio...

Depressivo...
Mais uma vez a abstinência acaba comigo, meus queridos não-leitores...


Enfim, devo contar-lhes as novidades...
Operei-me semana retrasada do meu maldito ligamento cruzado anterior e do menisco, amanhã fará exatamente 2 semanas que me operei e da-lhe abstinência na minha vida!
E o melhor de tudo? Descobri essa semana que tenho um cisto no joelho...
Saúde? Para os fracos...

Andei conversando com uma grande amiga a alguns tempos e cheguei a uma conclusão: a abstinência é o segredo do sucesso.
Abstinência cristã para os pecadores
Abstinência tediosa para os boêmios
Abstinência à auto-preservação, somente para os auto-destrutivos...

Tenho apego especial pela última em questão. Me auto-destruir é uma das coisas que faço de melhor. Até tento ensinar pras outras pessoas, mas é tão difícil.

Enfim, mais uma sexta-feira desperdiçada na minha vida. Isso é uma merda! Nem me encontrar com Stella poderei...

Acontece...
Ponho aqui mais alguns versos que andei tentando por aí...

Sinto falta das noites mal-dormidas e dos beijos roubados sem compromisso...
Sinto falta da falta de sentido, da falta de bom senso...
Sinto falta das belas moças no cio do cabaré da dama...
Sinto falta das promessas de amor mentirosas, das ingenuidades vis...
Sinto falta daquele cheiro de sol matutino me invadindo a mente...
Sinto falta daqueles sorrisos falsos e enganosos...
Sinto falta de você...

Abraço a todos.
Por trás, claro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Hoje acordei pensando tão negativamente...

E é tão bom...

Boa tarde, meus queridos não-leitores...
Amanhã é o grande dia, façamos as matemáticas:

Mais um ligamento no joelho
Menos 15 dias de alcolismo

Acho que saio no prejuízo ainda, mas, enfim, tenho que fazê-lo.

Vai dar tudo certo, sempre dá.

Um abraço.
Por trás, claro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Visitas...

Hoje recebi uma visita totalmente inesperada...

"Quem é?" - pergunto
"O amor" - responde do outro lado

Abri.

"Quer comprar um sonho?" - perguntou-me
"Quanto custa?"
"Nada não, só um poquinho de felicidade de caução"
"Ok, então, quero dois"

Então, estou cá até agora...





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Boa tarde meus queridos não-leitores...
Alguma novidade?
Não?
É, foda-se, nem eu...

Abraço.
Por trás, claro...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Foi o Rio, que passou na minha vida...

E o meu coração se deixou levar...

Adaptado do Paulinho da Viola


Meus queridos não-leitores, minhas queridas não-leitoras, eu estava com saudades de vocês...

Posso garantir-lhes que nas últimas semanas ocorreram muitíssimas coisas, mas contar-lhes-ei somente o principal, são basicamente duas notícias, uma de conteúdo excelente e outra de conteúdo catastrófico.

Começarei pela boa, meus queridos, eu fui ao Rio, ao Rio de Janeiro. Cidade maravilhosa! Que lugar fantástico! Eis o porquê da foto, meus caros, foi o que mais tive por lá: Devassas. Se é que você me entende.

Conheci muita gente fantástica, um deputado federal, o minc, que quer legalizar a maconha, conheci Pepeta, que é um travesti muuuuuuuuuuuito gente fina que tem um bar na lapa, conheci também Carol e Belinha, duas novíssimas paixões pro meu repertório. Cidade maravilhosa.
Minha viajem teve apenas 1 porém. Mentira. Dois poréns. O primeiro é que o maior clube do mundo, o Ceará Sporting Club perdeu pro flamengo. Eu sei, é osso, é foda, é escroto demais, mas fazer o que? Eu sô doente pela porra do time, ué. O outro porém que também é muito escroto, bem mais escroto que o primeiro é que eu quebrei o joelho.

ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ

Festival de dores insuportáveis na lapa, precisei toda a cachaça cearense daquele lugar pra sarar minhas dores. Enfim, cheguei no Ceará novamente e fiz uma ressonância magnética e, adivinhem, adivinhem, adivinhem...

MAIS UM MÊS SEM BEBER, PORRA!!!

Pra falar a verdade, ainda não tenho o diagnóstico, mas meu irmão disse que eu vou ter que me operar e fazer fisoterapia pelo resto da minha vida. É osso. Festa da Promiscuidade vai ter que esperar um poquinho mais...

Putz, tô mais quebrado que brinquedo velho de menino novo. É osso, mas vai dar tudo certo. Sexta-feira eu tomo um porre imensamentemente grande pra esquecer essas dores físicas, já que as emocionais não existem.

Ah...
Saquei. Porisso que eu tô todo quebrado. Tipo uma compensação, saca?

*um beijo pra Artêmis pelo "saca?"*


Um abraço a todos. Se não doer muito, por trás.
Doer muito em mim, claro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

À Anônimo...

Impressionante como eu nunca faço nada, é sempre a confusão que vem até mim...

Adaptado de uma música do Matanza.

Boa noite, meus queridos leitores imaginário e não-leitores, volto depois de uma semana para perturbar-vos a paciência. Mentira. Voltei porque tive que responder ao comentário da nossa queridíssima amiga Anônimo. Tenho algumas coisas a dizer em minha defesa e algumas coisas pra dizer que não são em defesa, são só pelo puro e gratuito ato de profanar a vida alheia.

"Texto obviamente escrito por um homem, com idiossincrasias e fantasias masculinas obviamente identificáveis..."

1 - Comentário obviamente escrito por uma mulher. Não me arrisco a chutar o seu sexo, nunca me atreveria a dizer o que você carrega entre as pernas, posso apenas dizer que, diferente de mim, homem você não é.

2 - Fantasias masculinas obviamente identificáveis? Putz... Tenho que dizer, fiquei triste de ler isso, descobri que existe alguém exponencialmente mais doente que eu, no caso, você. O que você considera uma fantasia masculina? Uma criança de 13 anos banhada em sangue de galinha se masturbando ou o fato de a criança de 13 anos banhada de sangue de galinha trepar com um cachorro? Sério. A minha cabeça é relativamente deturpada, mas nem eu consigo ficar excitado com uma coisa dessas. A única coisa que me consola é saber que maior parte da sua doença é mental e não socio-psicológica.

3 - Existem mulheres zoófilas. Por mais bizarro que possa parecer, existem mulheres que poderiam escrever isso. Dá-lhe Mônica Mattos.

4 - Vou ter que concordar com os dois comentários que vieram logo depois do seu. Mulheres também pensam e escrevem bizarrice. Pena que você é machista demais pra saber disso.

5 - Idiossincrasias masculinas. Isso é porque eu usei muito palavras como trepar, xoxota, buceta, siririca e etc? Se tu quiseres eu te arranjo uns livros escritos por mulheres que vão fazer meu conto parecer uma estorinha infantil. Taí, um bom conselho pra você: leia mais! Quem sabe um dia você crie neurônios mais capacitados. Mentira. Isso não vai acontecer.

"[...] :P Da próxima vez que for tentar escrever como mulher, tente pensar como mulher, e não como homem"

6 - Da próxima vez que for tentar escrever uma crítica, tente pensar.

7 - Ser doentio é uma das propostas desse blog, minha queria, basta dar uma passadinha pelos outros posts, você vai perceber, tenho fé em você. Não me passou uma única vez pela cabeça a idéia de excitar alguém com esse conto, minha idéia inicial era exatamente chocar as pessoas, deixá-las com asco. Mas sempre tem alguém que não sabe brincar, né? Você ficou excitada com a nossa brincadeira?

Enfim, acho que é só isso. Uma pena você não se identificar, poderíamos trocar um dedo de prosa depois, mas, como já foi dito antes, coragem não é pra todos.

Um dedo de prosa pra vocês agora, meus caros não-leitores. Hoje estou completando 19 dias da minha saga. Faltam-me ainda 264 horas. Dia a dia essa abstinência vai me matando. É como se tivessem injetado uma seringa inteirinha de ácido no meu cérebro. Vejo-me todos os dias no espelho e a cada dia que passa eu me reconheço menos, pergunto-me quem é aquele cara do outro lado do vidro.

Abstinência. Mais enlouquecedora que um vício. Mais incapacitante que uma overdose.

Enfim, vou parar com essa merda. Vou ver se faço alguma coisa da minha vida.
Um abraço a todos vocês, meus caros não-leitores, e um beijo especial para a nossa amiga Anônimo.

Abraço por trás.
Beijo especial nos genitais, claro.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Virgindade à Cabidela...


ATENÇÃO!!!
TEXTO FORTE. SE VOCÊ NÃO TEM ESTÔMAGO FORTE OU SE IMPRESSIONA FACILMENTE, NÃO LEIA.


Interessante como as pessoas podem ter fascinações e fantasias estranhas, não? Certa vez ouvi falar de um cidadão que jurava que era um esquilo. Não só jurava como também guardava nozes e tentava conversar com os semelhantes. Engraçado como a história dele terminou, quando chegou o inverno, ele resolveu hibernar na árvore do quintal dele e, pra ajudar na parte do sono, tomou 35 lexotans de uma vez. E o caso de um cidadão que eu vi no jornal, que transou com a égua do vizinho. Ele foi pego enquanto trepava com a égua e aí o dono da eqüina entrou na justiça e o pobre amante dos animais passou um tempo na cadeia. Quando saiu de lá, voltou pra casa, relaxou e depois comeu a égua de novo. Ele podia ter ido atrás de outra cavalinha, não? Será que era mesmo amor?
Enfim, eu podia ficar falando pra vocês até a copa de 2014 sobre pessoas que têm fantasias, hobbies e fascinações estranhas, mas não o farei. Mentira, farei sim, mas será um caso mais específico que aconteceu com uma amiga da vossa humilde narradora. Sempre fui uma garota empolgada com novas idéias, ainda mais as que envolviam o sexo. Sempre que lia ou ouvia alguma bizarrice em algum lugar, tentava fazer. Sempre tentei encontrar um porquê nesse ímpeto que me acendia um fogo nas entranhas e não me deixava sossegar. Era algo que me dava um prazer imenso, fazer bizarrices novas.
Sou bem impetuosa, mas devo tudo o que sou a Cynthya. Cynthya sim era mulher. Mulherão. Cabelos longos e morenos, coxas grossas, uma bunda que me enchia a cabeça de pensamentos, peitos fartíssimos e uma buceta simplesmente deliciosa. Cansei de contar quantas vezes eu gozei loucamente chupando aquele néctar de Afrodite, ouvindo-a gemer mais que uma gata no cio, sentindo-a tremer-se numa freqüência quase igual a de um vibrador tailandês. Ah, Cynthya. Diversas loucuras fizemos juntas.
Foi ela quem me incrustou essa dependência em coisas novas. Tudo começou quando ela me contou uma história. Contou-me como perdeu a virgindade, na fazenda do seu avô, quando tinha 13 anos. Ela achava um tesão assistir a sua avó matando as galinhas para cozinhá-las depois à cabidela. Todas as vezes que a sua avó ia fazê-lo, ela sentava próxima e ficava olhando o sangue escorrer pelo pescoço da galinha. Como um largo barbante vermelho saindo das suas entranhas. Sentia uma vontade incontrolável de bater uma siririca ali mesmo, acariciar a própria xoxota que já escorria de tão molhada, mas como poderia fazê-lo? Na frente da própria avó e da Maria, moça que ajuda a sua avó nas tarefas domésticas, não tinha a menor condição.
Foi num domingo que foram todos à missa, mas Cynthya ficou em casa dizendo que estava com dor de barriga. Sua avó mandou que Henrique também ficasse, o menino que fazia o trabalho pesado da casa. Como qualquer bom garoto de 16 anos, saiu quando teve a oportunidade e foi a um cabaré que tinha lá perto. Sozinha em casa. Era a sua grande chance. Foi ao galinheiro, pegou uma galinha e prendeu-a num caibro. Quebrou-lhe o pescoço. Nesse momento sentiu um frio subindo pelo útero, uma vontade incontrolável de ser penetrada, mas resistiu, firme e forte até o final da grande operação. Cortou o pescoço da pobre ave e começou a banhar-se do fluido vermelho vital da recém-morta galinha. Explodiu em tesão, começou a acariciar-se com uma violência digna de um estuprador. Nesse momento entrou na cozinha Fred, o cachorro que era criado pela sua avó. Ela não teve outra reação, pegou a cabeça do cachorro e empurrou-a contra o sexo. Ali, nua, banhada em sangue e com um cachorro lambendo-lhe a buceta, perdeu qualquer noção que podia ter de tempo, espaço, juízo ou qualquer outra coisa. Sabia apenas que queria mais. Começou a tocar no pau do cachorro. O pôs na boca por alguns minutos e ficou a chupar -lo. Ficou de quatro e o pôs em cima de si na esperança de que o cachorro a penetrasse. Melhor pra ela. O cachorro penetrou-lhe com o vigor de um lobo, com a velocidade de um coelho frenético.Infelizmente, não demorou tanto quanto queria. O cachorro não tinha uma pica muito grossa, mas depois que ele despejou os fluidos reprodutivos nas suas entranhas, depois que ela sentiu aquele líquido quente invadir-lhe a alma, o pau do cachorro dilata, ou dá um nó, algo que nem a própria Cynthya nem eu podemos explicar. O pau do cachorro não sai de imediato. Fica lá preso causando um misto de dor com prazer. Só depois de alguns minutos o cão tem a sua liberdade. Cynthya fica lá. Deitada no chão em um êxtase trêmulo, uma volúpia finalmente saciada. Depois de alguns minutos lá deitada no chão resolve levantar. Joga os restos mortais da galinha fora e vai ao banheiro tomar um banho de água fria.
Quando seus queridos vovô e vovó chegaram em casa que viram aquela bagunça na cozinha, perguntaram para a pobre menina o que tinha acontecido. Pobre criança, ainda estava atordoada demais com o que tinha acontecido, mas depois que eles viram passar o cachorro com o focinho ensangüentado e também de terem encontrado o que sobrou da galinha chegaram a uma conclusão bem óbvia, apesar de equivocada. Sacrificaram o pobre do cachorro no outro dia.
Cynthya sempre me disse que sentia saudades do cachorro. Seu primeiro amante verdadeiro, sua primeira grande gozada. Já eu me pergunto como ela não virou uma tarada por cachorros. Será que é mesmo pra manter as aparências que ela continua fodendo com pessoas?



Shyrley tem 23 anos, é estudante de medicina e se considera bissexual.

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Boa noite, meus caros não-leitores. Passando aqui só para desejar-lhes um feliz dia do amigo atrasado.
Um abraço a todos.
Por trás, claro.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Inutilidades Etílicas...



Sinto-me fraco. Derrotado. Sinto que não tenho mais forças para continuar. Hoje estou completando 216 horas sem beber. É apenas o começo, ainda me restam 552. Caralho! Não sei mais o que posso fazer. Impressionante como sempre que eu abro a geladeira, lá estão elas, gritando meu nome de forma tão ensurdecedora. "Beba-me, campeão, beba-me agora", "Me use agora". Preciso tirar essas vozes da minha cabeça. Correção. Preciso de um método alternativo pra tirar essas vozes da minha cabeça, o método antigo é muito eficiente, mas me está vetado por uma maldita cirurgia corretiva de buco-maxila. Inferno, não, meus caros?

Enfim, não devo reclamar para vocês tal fato. Tanto tempo tem que não venho e quando o faço venho cheio de reclamações monótonas e inúteis? Vocês não o merecem, meus queridos.

Mas hoje até que foi um dia bom. Oh, meus caros não-leitores, hoje ocorreu algo que a muito não acontecia. Adivinhem, adivinhem: apaixonei-me! Ah, depois de semanas sem essa sensação maravilhosa, volto a sentir essa chuva de orvalho doce que nem garapa de cana. Oh, meus caros, junto com o leve gosto doce da paixão vem o suave gosto da rejeição. Tão divinamente perfeito. É isso o que nos torna verdadeiros deuses. Nós somos os verdadeiros deuses, capazes de elevar-nos aos céus por um simples olhar, um sorriso, um som, um timbre de voz e ao mesmo tempo capazes de descer às profundezas do abismo por um simples franzir de testa ou jeito de caminhar. Digo-lhes, meus caros, que essa volúpia sentimental é o que mantém meu coração teimoso palpitando. Teimoso. Teimoso como uma viúva que insiste em acreditar que o marido irá voltar da guerra ou do mar tortuoso. Ah, travor. Travor tão amargo. Travor tão doce. Travor tão louco. Se não o fosse não teria a menor graça.

Tá bom, chega. Tô poético de mais hoje. Isso é chato, principalmente quando não se pode render às vozes na sua cabeça.
Enfim, vou-me por hora, meus caros leitores imaginários.
Um abraço a todos e todas.
Por trás, claro.


A abstinência está me matando. Mais enlouquecedora que um vício, mais incapacitante que uma overdose.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Decadência...


Ela pode ser linda se bem usada, não?
A decadência é um caminho escuro e doloroso pelo qual deve-se passar sozinho. Se não não tem a menor graça.

Esse é o grande problema...
As pessoas olham pra mim e pensam que é fácil.

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Saudações, meus caros leitores imaginários. Depois de algumas semanas eu volto para encher-lhes a paciência. Essa semana foi bem monótona. Eu acho. Foi boa, enfim, porque eu me embriaguei todos os dias e hoje não vai ser excessão. Só pra terminar 7 dias de alcolismo sem vergonha. Acho que eu consigo. Enfim, falta só um dia, ué.

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Fui ao São João da Arquitetura. Fiquei muito doido e não me recordo de muita coisa, só me lembro que quando fiquei bêbado entrei no bar e comecei a trabalhar.
É sempre o melhor plano: ficar muito doido e entrar pra trabalhar no bar. Impressionante como você fica muuuuuuuuuuuuuuuito doido depois de trabalhar no bar. Se é que você me entende.

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Meus lindos, meus queridos não-leitores, venho avizar-lhes da mais nova: Minha operação será amanhã!
Finalmente!
Eita cão... 30 dias sem beber e provavelmente 30 dias sem postar. Não sei, vai que de repente, né?

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Talvez eu tenha conhecido o amor da minha vida hoje. Adivinhem aonde.

domingo, 20 de junho de 2010

Go, Jabulani, Go...


Eita, menino, fim de semana nervoso...
Tenso demais...

Não só o fim de semana, as últimas semanas andam tensas...

Mas, enfim, fodam-se!

AH, que saudade que eu tinha de vocês.

Enfim, tenho que contar-lhes os ocorridos...

A começar, meu coração vagabundo não consegue mais ter uma noite de paz. Meus caros, estou apaixonado. Apaixonado por apaixonar-me. Melhor que todas as paixões é saber que todas elas são efêmeras. Nenhuma delas vai doer. Durar. Magoar-me o carinho pela existência. Melhor ainda é saber que eu posso mentir pra todos vocês.

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Enfim...
Fodam-se as noites e os amores imaginários.
Hoje é noite de alegria. Brasil ganhou! Sim, vocês sabem, sou viciado em futebol. Não reclamem.
Futebol é bom, eu gosto, ponto.

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Tenho ainda outra coisa pra dizer-lhes...
Fui apresentar um trabalho em Natal. Pense numa cidade boa...
Tranquila, pessoas bonitas e simpáticas... Sem falar que conheci o amor da minha vida, pena que ela me deu um perdido, mas enfim...
Acontece até nas melhores famílias, quem dirá nas piores...

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Impressionante como existem pessoas patéticas no mundo não? Existem pessoas que pensam que o mundo é delas, roda pra elas, por elas, com elas, vai e volta pra elas. ISSO NÃO ACONTECE, PORRA!!! Já cansei de dizer aqui que é tosco achar isso e sentir pena de si mesmo por isso. "Ah, fulano não me quer, quero alguém" Vai se fuder! Tem muita gente em situação pior e sorrindo, mas como tem gente com vida perfeita demais por aí, fica procurando defeitos na própria vida pra ver se ela parece um pouco mais divertida.
SACO!!! Eu não consigo nem ter compaixão por esses patéticos. Nem a própria pena que eles sentem de si mesmos. Bando de idiotas.
Ofendem-se por saberem que falta-lhes algo na vida.
Digo-lhes que ofendo-me por saber que existem pessoas assim perto de mim.

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Esse post não tá grande!

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Um beijo a todos...
Nos genitais, claro...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Análise antropológica da porranenhumologia...


Boa tarde, meus queridos e queridas leitores e leitoras imaginários e imaginárias.
Venho através desse pé-de-porra para filosofar a porranenhuma, que diferente do que muitos imaginam, representa muitas coisas.
Analisemos, a priori, a etimologia da palavra: porra, que vem do português e pode significar na verdade qualquer coisa e nenhuma, que significa, na maioria das vezes, nada. Depois de dias e dias de discurssão sobre a porranenhuma eu e uma querida amiga desenvolvemos um novo ramo do conhecimento: A Porranenhumologia.

Todo o debate surgiu quando esta queridíssima, digníssima amiga disse-me que trabalhava com, como ela mesma disse, pooooooorra nenhuma. Aquilo me deixou bastante intrigado, pois todos os dias ela tava cansada de fazer porranenhuma. Daí tira-se a primeira conclusão, meus caros: a porranenhumologia estuda a porranenhuma e não a pooooorra nenhuma. Repare que são coisas bastante diferentes.

Outra coisa que deixou-me bastante intrigado quanto ao estudo da filosofia porranenhumológica foi o fato de como as pessoas empregam o termo. Por exemplo, você passa uma tarde toda coçando o saco e depois disse que "não fez porranenhuma". Observe que essa frase está completamente equivocada, pois porranenhuma foi exatamente o que foi feito na tarde inteira! Repare que a negação da porranenhuma resulta justamente no não-desperdício de tempo e neurônios com nada. Porraalguma será como chamarei tal negação. Compreendem? Esquema difícil mas eu vou tentar explicar melhor. Analisemos pela lógica aristotélica o então proposto problema, tomando todo o cuidado para não cairmos na falácia:

Fazer porranenhuma -> Afirmação da porranenhuma -> Tarde ociosa, tediosa.
Não fazer porranenhuma -> Negação da porranenhuma -> Tarde produtiva -> Porraalguma.

Entenderam, meus queridos? Não?
Foda-se

Agora partiremos para uma outra análise: Como a porranenhumologia pode ser aplicada em outros campos da ciência?
A porranenhumologia pode ser aplicada em praticamente qualquer ramo da ciência, devido a sua próxima relação etimológica com a porra.
Mas o que seria porra?

A porra pode ser, ao mesmo tempo tudo e nada. Nessa parte eu vou precisar de exemplos.

1) Pode ser usado para se referir a uma pessoa a qual se tem laços afetivos ou não:
"diga lá, Romário, seu PORRA..."
"Tô puto com aquele PORRA do Daniel..."

2) Pode perfeitamente ser usado como interjeições de amaldiçoamento da vida, deus, e essas coisas:
"PORRA!"
"puta que pariu, PORRA!"

3) Pode ser usado também como pronome interrogativo se usado junto do que:
"QUE PORRA é essa?"
"que QUE PORRA?"

4) Pode ser usado no diminutivo, significando assim um jogo muito popular no Ceará:
"ei, má, vamo jogar uma partidinha de PORRINHA?"

5) Pode ser usado como substituto da palavra "nada":
"isso é o mesmo que PORRA"

6) Pode ser ainda usado como ponto final ou acompanhamento de qualquer outro caractere de finalização de frase:
"o que é, PORRA?"
"senta, PORRA!"
"não vou fazer o trabalho, PORRA"

Epistemologicamente falando, a porranenhuma também tem muitas atribuições, grande maioria delas aplicada de maneira errada:

"PORRA, o palmeiras não jogou PORRANENHUMA hoje"

Repare como ambos os termos podem completar-se, mas como a frase foi mal construída, pois se o palmeiras não jogou porranenhuma, alguma porra ele jogou!

Enfim, depois eu concluo o raciocínio, vou beber agora. Por conclusão disso tudo, devo-lhes dizer apenas uma coisa:

"Transformando toda a ociosidade criativa em porranenhuma produtiva"

Esse é o segredo da vida!

Por hora, devo-me ir, meus caros e queridos não-leitores. Vocês já devem imaginar a grande razão dessa postagem, não?

PORRANENHUMA!!!

Um abraço a todos.
Por trás, claro.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Final de semana nervoso...


Boa tarde, meus caros não-leitores. Depois de duas semanas inteirinhas sem postar absolutamente nada, eu volto para dar-lhes o desprazer de mais uma postagem.
Esse fim de semana que concluiu-se ontem foi um dos mais nervosos na minha vida. A priori porque ele começou na quarta-feira. Em segundo, dês de quarta-feira que eu me embriago excessivamente. Muito mesmo. Putz, na quinta, no jogo do flamengo fiquei tão bêbado que dormi no sofá daqui de casa e derramei cerveja no mesmo. Dá pra entender porque minha mãe tá indignada comigo. Vou passar uma semana inteirinha sem beber. Mentira. Mas to de ressaca até agora, maldita ressaca! Dor de cabeça, enjôo e, pela primeira vez, vontade nenhuma de beber. Dá pra ter uma idéia de o quanto foi excessivo, não?

Ontem foi um dia muito ótimo. Primeiro, o vitória perdeu e deu uma vitória pro Ceará Sporting Club, vulgo maior clube do mundo. Segundo, saí com uma amiga da música e embriagamo-nos no picanha do aldeota. Caótico. Foi bem divertido, falar sobre futebol, carros e poesia com alguém que entenda disso é algo revigorante.

“Ergam seus copos por quem vai partir”

Uma música e tanto. Falando em música, vou começar a escrever mais. É mais divertido do que eu pensava.

Enfim, vou-me por hora, tô muito sem saco de escrever, mas resolvi vir aqui pra não deixá-los sozinhos.

Falando nisso, dia 21 de maio foi dia nacional da cachaça, então, feliz dia da cachaça atrasado para vocês.


Abraços. Por trás, claro.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mais um dia a menos na minha vida...

Mais uma decepção na monotonia da vida cotidiana. Menos uma quebra de rotina. Mentira. Hoje eu assisti a um filme excepcional. Perfume. Eu e o Jacqueson tivemos muitas idéias boas no filme. Na verdade, idéias não, inspirações e vontades. Um filme com uma sinopse bastante interessante, final bastante bonito.

Devo dizer-lhes, ó, meus caros não-leitores, ultimamente venho tendo umas vibes tão...tão...tão tediosas na minha vida. Ontem assisti aos jogos sem uma gota de cerveja nas entranhas; hoje, escrevo aqui sem estar bebendo, bêbado ou de ressaca, que é uma falta gravíssima. Quase uma falta na grande área.

Ah, vai, isso é pessimismo da minha parte. O dia hoje não foi tão ruim, ocorreram bons momentos. Três deles, pra ser preciso. O primeiro foi logo pela manhã, um ensaio que ficou meio torto, mas foi bom. Foi meio nervoso quando o baterista me ligou uns 30 minutos antes e disse que não ia poder ir. Situação inconveniente, não? Sobretudo pro resto da banda, mas, enfim, deu tudo certo, o outro guitarrista ficou na bateria e a gente improvisou só com uma guitarra mesmo. Foi um pouco tenso, mas foi bom. Ah, vale ressaltar também que hoje é dia 13 de maio. Isso significa malditos hipócritas que se dizem cristãos atrapalhando a vida dos outros. Você quer louvar seus deuses? Ok. Você quer perder o seu dia inteiro com isso? Ok, foda-se, mas agora o que me lasca é quando você deixa uma avenida engarrafada do jeito que a maldita 13 de maio tava hoje. Sério, malditas regras da sociedade. Eles tão me bloqueando a passagem, a constituição devia me garantir direitos de matá-los. Inferno! Mas eu resolvi que não me ia emputecer mais com o ocorrido. Então, foda-se.

Outro ocorrido bom do meu dia foi uma pseudo-epifania que tive. Acho que aquilo não chega nem a ser uma pseudo-epifania. Não sei o que foi, mas vamos ao ponto. Hoje, na monotonia que é a vida, resolvi ligar a televisão e ver se tava passando algo de interessante. Claro que eu não encontrei, mas quando tava passando os canais tive a sorte de assistir a um clipe. “I Gotta Felling” do Black Eyed Peas. Não que eu goste do conjunto, mas devo admitir que o clipe foi muito bem trabalhado. Deu-me uma vontade imensurável de promover umas orgias, umas festas caóticas como não se vêm mais em Fortaleza. Tô precisando de uma dessas. Uma festa longe, onde não precisemos nos preocupar com coisas como “ter álcool e drogas suficientes” ou “ter que dirigir pra casa de volta”. Ah, o ter que dirigir. É o pior. Tenho saudades dos períodos da minha vida que eu não tinha essas preocupações e a única lei era o caos. Nostalgia maldita.

Falando nisso, preciso desabafar uma coisa. Alguns dias atrás ouvi algo bastante ridículo que me deixou bastante irritado. Não quero citar nomes nem o fato ocorrido, mas puta que pariu, por que diabos as pessoas não percebem que a coisa mais ridícula que se pode sentir é a pena por si? Se você sente e se ofendeu com isso, foda-se. Pare de sentir. Ser humano nenhum deveria precisar disso. Pena. Que sentimento patético. Pessoas tristes com motivos inventados. PORRA!!! Para com isso! Com certeza tem gente com mais problemas do que você e está sorrindo. As pessoas não entendem como é bom você sentir o gosto de estar ferrado porque tem muito que fazer, ou não entendem como é delicioso o sabor da rejeição, ou quão divina a dor e a tristeza pode ser. Sem esse nobres sentimentos não iriam existir outros sentimentos exponencialmente mais nobres. Pessoas idiotas. É a única coisa que me vem à cabeça. Ficam procurando problemas pras próprias vidas porque as suas vidas parecem perfeitas demais. Que inferno! Sinceramente, sentir pena de si mesmo é tão patético que me dá raiva. Ódio. Ira. Asco. Nojo. Sim, sim, como qualquer outra pessoa, eu já senti pena de mim mesmo, mas eu era tão patético quanto o sentimento em si. Resolvi parar com isso quando vi que não dava resultado. Ao invés de sentir pena de mim mesmo prefiro agir. Beber. Gritar. Bater. Um leque imenso de possibilidades. Enfim, não vou mais me emputecer com isso. Não é digno.

Voltando para o assunto anterior, desculpem-me a fuga do tema central, minha outra aquisição ideológica dessa tarde foi o filme que já foi citado e citá-lo-ei mais uma vez. Perfume. Um filme e tanto. Se posso aconselhar-lhes uma coisa, assistam. O retrato do psicótico é muito bonito. Não tem noção do que o que ele faz é errado. Não entende. Na verdade as pessoas não entendem o quão nobre pode ser sua causa. Magnífico.

Escrever isso tá me deixando com uma vontade muito grande de beber. Bom sinal. Vamos ser sinceros, todo mundo tem defeitos, fico muito feliz que o meu pior defeito seja a minha qualidade que mais me diverte. Devo-me embriagar por hoje. Cair na sarjeta pra algum cachorro me lamber a boca. Dormir abraçado com um poste. Dar boa noite a todos os gatos e ratos dessa cidade. Tudo isso a esmo. Ao léu. Sem o menor porquê.

ps: Se os pleonasmos usados incomodam-no, foda-se.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Se tu derrubar meu abacaxi..."


Boa noite, meus caros e queridíssimos não-leitores. Como foi a semana? Só alegria?
Enfim, venho contar-lhes o acontecido de hoje. Foi um bom dia.

Deixe-me começar pelo começo. Eu tenho essa mania feia, né, de não começar pelo começo? Mas, enfim, vai dar tudo certo. A priori, devo ressaltar que fui muito bem na minha prova de história, claro. Em segundo devo ressaltar que vou receber minha bolsa do pet sim (eu tenho uma bolsa do pet!!! Não me canso de dizer isso). Apesar de que a minha manhã foi sensacional, vale ressaltar também a tapioca que eu comi que tava uma diliça, a melhor parte do dia mesmo foi a tarde e a noite.

Depois dessa manhã vim pra casa normalmente, aliás, "normalmente", se for ressaltado o fato de que eu voltei com a cabeça pra fora do carro imitando um cachorro, mas isso são detalhes. Enfim, cheguei em casa e tomei um banho, tinha combinado com o meu passarim de ir almoçar com ela. Como combinado, ocorreu tudo direito e-tal-e-coisa-e-coisa-e-tal. Houve muitas observações privilegiadas hoje, só não me lembro de quase nenhuma, mas houve muitas mesmo.

Putz...tô muito sem saco de escrever...
Dexem-me abrir uma cerveja...

Bem melhor. Sinto-me novo.

Sim, onde eu tava mesmo? Sim, observações privilegiadas e todas elas iam ao meu blog, mas eu tô com muita preguiça de por aqui os que eu me lembro, então, foda-se.

(Putz, impressionante como o "foda-se" sempre funciona!!!)

Enfim, Saldo do dia:
1 dia excelente
1 rodela de abacaxi no chão
1 almoço saldável
-1 jogo do ceará (tá, eu sei, é foda, mas vai dar tudo certo)

E o pior de não ter ido é essa angústia de querer saber quanto foi e ter que esperar o globo esporte de amanhã pra saber, mas no balanço geral do dia, 3 x 1, se o Ceará tiver se saído tão bem quanto eu, tamo é bem.

Impressionante minha capacidade de mudar de tema, não? Saí dum abacaxi e cá estou eu, no futebol. É, eu sei, eu devia me tratar, mas vai dar tudo certo.
E, enfim, já que eu estou no assunto "mudança de assunto", mudemos de assunto, foi uma péssima idéia ter aberto essa cerveja. Me deu uma vontade doida de beber. Beber simplesmente. Beber à esmo. Beber e ponto. Beber, gritar, morrer ou, quem sabe, beber apenas. Falando nisso eu ia comprando um livro do Fernand Person hoje, mas acabei não comprando. Putz...Vacilo...
Mas, enfim, vai dar tudo certo.

Enfim, meus caros leitores imaginários, já que eu não tenho mais o que dizer, ou melhor, tenho o que dizer, mas tô totalmente sem saco, vou-me embora. Trabalhar a embriaguez não é fácil. Deixo com vocês uma tirinha muito sensacional.


Situação inconveniente, não? Sobretudo para a baleia.


"-Duvido!
-Duvida?"

No caso de você não ter entendido a última citação, foda-se.
Um abraço a todos. Por trás, claro.

sábado, 1 de maio de 2010

Eu sou...


A luz das estrelas...
Eu sou a cor do luar...
Eu sou as coisas da vida...
Eu sou, eu fui eu vou...
Eu sou o seu sacrifício...
O sangue no olhar do vampiro...
Eu sou a vela que acende...
Eu sou a beira do abismo...
Eu sou o tudo e o nada...
Eu sou a mão do carrasco...
Eu sou os olhos do cego...
Eu sou a mosca na sopa...
O dente do tubarão...
Eu sou o amargo da língua...
A mãe, o pai e o avô...
O filho que ainda não veio...

O início, o fim e o meio...



Impressionante como essa música me causa boas reflexões...
Enfim, ela me está sendo muito útil agora...
Música muito bonita essa. Bom dia, meu caros não leitores, venho postar-lhes só e somente pelo fato de que eu tô morrendo de ressaca aqui.

Dor de cabeça e vontade de beber mais são os dois maiores traços da ressaca. Mas, enfim, eu quero mesmo é ficar maluco beleza...


Quaisquer semelhanças com músicas do Raul nesse post não são coincidência.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre amores e galinhas revisited...


"Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada."


Não, obrigado. Hoje não.

Boa noite, meus caros leitores imaginários, estou de volta para encher-lhes o saco mais uma vez. Depois de tamanha demora, ó, meus caros, devo dizer-lhes que tenho bastantes novidades. A começar pelo concerto do Seu Jorge que ocorreu exatamente um dia depois do meu último post.

Começarei pelo começo.
Estávamos lá eu, Jana, Leoni-iáiá e o amor da minha vida, vulgo Zaupa. Até aí, ok, não? Depois do concerto fomos encher a lata no paladar. Até aí, ok, mas como nem tudo é perfeito. Eu e Zaupa estávamos conversando sobre o nosso futuro enquanto casal, pois já que ela tinha tornado-se vegan, era necessária certa negociação porque eu não tava a fim de deixar de lado meus maus hábitos carnívoros. Eis, que no meio de debate "posso comer carne, não posso; podes, não pode" meu amor disse-me uma coisa que precisei anotar, visto que eu ia esquecer no outro dia. Chegamos ao consenso de que eu poderia comer carne, mas teria que criar meus próprios animais em casa e matá-los e comê-los; então disse-lhe: "poxa, que bom que vou poder continuar comendo carne" e ela respondeu-me, no momento ápice da noite:

"Homi, meu amor por ti transcende qualquer galinha que você venha a criar"

Perfeito! Magnífico! Estupendo!
Mas como nem tudo é perfeito...

Quando fui anotar no celular, nos rascunhos, minha caixa de rascunhos estava lotada com mensagens já endereçadas, faltavam apenas ser enviadas. A primeira mensagem que vi apaguei sem querer nem saber para anotar a nova pérola e como eu já tava meio bêbado, acabei enviando a mensagem para o número que já estava endereçado e adivinhem vocês qual era o telefone que tava lá!
Pro outro amor da minha vida, que deve ter acordado, olhado pra mensagem e pensado: "é o que?"
Enfim, foi um dia bastante divertido.

"Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer."


Lúgubre, não?
Mas, enfim, estou tentando evitar de falar sobre essas questões. Vocês devem saber o porquê. Se nao souber, olhe o post anterior, se não quiser, foda-se.
(Impressionante como o "foda-se" sempre funciona)

Caraca! Nunca pensei que uma vacina pudesse me trazer tantos problemas. Que chato! Dói...


"Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
"

Bem, devo dizer-lhes uma coisa, ó, meus caros não-leitores, terminei uma leitura muito genial essa semana. A de um livro que a maioria de vossas mercês deve conhecer que se chama Alice no País das Maravilhas de um certo compadre chamado Lewis Carrol, que era pedófilo certeza!
Devo dizer-lhes também que é um livro excelente e que eu o aconselho a todos que conheço. Sem falar que saiu o filme e eu provavelmente o assistirei no domingo, provavelmente com algum amor da minha vida, mas, enfim, a vida é uma caxinha de surpresas.


"Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?"


Assistí ontem mais uma vez um filme magnífico entitulado Beleza Americana e, ó, meus caros não-leitores, que filme de excelentissimamentíssimo bom gosto! Passa umas mensagens que condizem bem com meu estilo de vida. O tipo de estilo "Viva agora, morra amanhã" e esse tipo de coisa, sabem? É um filme e tanto.

Enfim, devo ir-me, hoje é o aniversário do seu Gaspar e eu vou beber para celebrá-lo. Deve tá rolando a festa por aí, em algum lugar...

Um abraço a todos vocês, meus caros...
Por trás, claro...

O que queres?